6.7.08

Conceitos de René Descartes


CONCEITOS:

Res Cogitans: Enquanto a razão se tornava alma, coisa pensante/ coisa que pensa.
Res Extensa: O espaço, realidade material, coisa extensa/ o corpo/ algo material, físico.

Para Descartes res cogitans e res extensa são dois elementos fundamentais ao qual o universo é constituído e a junção desses dois elementos (inteligência+matéria), juntamente com Deus, formam a trindade universal (res infinita). Conceituando res infinita Deus, o intermédio entre “coisa pensante” (res cogitans) e o mundo físico “mundo sensível” (res extensa).

A IDÉIA DE DEUS ASSEGURA A EXISTÊNCIA DO MUNDO?

O pensamento de Descartes, cogito ergo sum “penso, logo existo” surgi a partir do momento a idéia de infinito e de perfeição. Deus considerado um ser perfeito não poderia ser criado pelo homem imperfeito, seguindo o pensamento de um Deus bondoso, não pode enganar, deixando a idéia de que é verdadeiro crer na existência de Deus para crer na existência do mundo. “Se Deus é perfeito, ele não pode ter querido enganar-me e todas as minhas idéias claras e distintas são garantidas pela veracidade divina. Uma vez que Deus existe, eu então posso crer na existência do mundo”.



A DÚVIDA HIPERBÓLICA QUE CONDUZ A IDÉIA DO EU!

A idéia de que “eu” sou uma máquina que pensa, os meus músculos são comandados pelo cérebro através do sistema nervoso. Ele nega a capacidade de compreender de modo a responder ao sentido de tudo o que se diz na sua presença. Se é algo que pensa pode gerar idéias e assim essa idéia do “eu” é a pretensão, segundo Descartes, inata ao próprio Homem. Já que um corpo é capaz de movimentos resultantes então é capaz de conduzir a sua concentração ‘divina’ e humana.

POR QUE O EU É INDUBITÁVEL?

Descartes a partir da dúvida pensa,
“se penso, logo existo”, mesmo não tento certeza de que seus pensamentos são verdadeiros, o importante é que ele pensa. Confirmando após sua existência o eu indubitável.


O QUE SE ENTENDE POR IDÉIAS CLARAS E DISTINTAS?

Pensamentos claros e distintos. O pensado nele é perfeitamente discernível do pensado em qualquer outro pensamento, e a demais o pensado nele está perfeitamente dividido nos seus elementos, de sorte que eu posso colocar a atenção sem haver confusão nos diferentes elementos ou partes de que se compõem este pensamento. Algo ao qual não pode ser confundida.



SE OS SENTIDOS ENGANAM, COMO CONFIAR NA EXISTÊNCIA DO MUNDO?

A cofiança na existência do é dada logo após a existência de um Deus e a quebra do pensamento de um gênio maligno, enganador. A confiança na existência de Deus faz passar a ser confiável a existência realmente fora de mim (realidade exterior), de modo que há um pensamento que se distingue de todos os demais pensamentos claros e distintos porque contém no próprio pensamento esta garantia de existência do seu objeto.

DESCARTES QUESTIONOU A EXISTÊNCIA DO MUNDO.


Pela busca da verdade Descartes duvida de tudo, não estando satisfeito até então com os pensamentos filosóficos, tentar descobrir uma certeza indubitável para questionar até mesmo da sua própria existência na busca da verdade. O caminho seguido pelo homem é duvidoso, com os sentidos que podem ser falsos e incertos e julgando com se tudo e todos fossem enganadores.

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